Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência. Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada? Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros. Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado. Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto. Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais. Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que "somos um só povo e um só país". Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo. Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente. Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março. Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas. Mãos em prece (gassho) Monja Coen |
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Mensagem Sobre o Japão Atual - Monja Coen
sábado, 9 de julho de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Força Japão!
It is with great care, that the Jutaisô Association provade full suport to the japanese people, after more than a great tragedy caused by de last earthquake, tsunami and radioactive contamination. Yet we know that these people have been forged, and has its roots in Budo, therefore we know that soon everything will be rebuilt, so Force Japan!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de maio de 2010
A máquina humana

domingo, 18 de abril de 2010
Shotaro Shimada - Homenagem - Do Judô à Ioga
Segue, a homenagem da Associação Jutaisô, ao grande Prof. Shotaro Shimada, viveu até seus 80 anos, deixando um grande legado. O maior e mais antigo Prof. de Ioga do Brasil, foi o responsável pela inicialização de várias pessoas no caminho, inclusive nossa Prof. Juliana Miki Aoyama, que diz: "Procurava algo, não sabia ao certo o que, um dia escutei um senhor dando entrevista na rádio Mundial, sua palestra foi fantástica, abriu um caminho infinito na minha jornada, sou muito grata, este senhor era o Prof. Shimada" J.M.A .Leia abaixo reportagem sobre o professor publicada na edição 8 da revista Prana Yoga Journal de agosto de 2007:
por Renata Reif
Professor de Yoga há mais de 50 anos, ele é fundador do Instituto de Cultura Yoga Shimada, em São Paulo e considerado um dos introdutores da Yogaterapia no Brasil. Shimada, que foi também responsável pela aplicação dos ensinamentos do Yoga no esporte, revela com simplicidade a sabedoria que adquiriu ao longo da vida como lutador de judô e professor de Yoga. Ele dá aula há 45 de seus 78 anos, é professor de três gerações de uma mesma família e esclarece que Yoga não é uma aula de competição – a execução das posturas é feita para estabilizar a mente, ter conforto no esforço.
São 50 anos de prática. Como foi o seu primeiro contato com o Yoga?
Há 50 anos ninguém falava de Yoga. Comecei a praticar porque treinava judô. Eu li em um livro chamado Yoga, a Ciência da Respiração que a prática desenvolvia faculdades mentais pela autodeterminação e aumento da concentração por meio da respiração. Usei os princípios e constatei que fez muito efeito, inclusive fui campeão em 52, 53 e 54 do Campeonato Paulista de Judô. Aí me interessei por Yoga e comecei a praticar. Naquele tempo, o Yoga era visto como faquirismo, não tinha a explicação abrangente de que o Yoga é uma ciência, um sistema, entende? Aparecia uma porção de jejuadores na Avenida São João, que ficava dentro de caixas de vidro por dois, três dias sem contato com o mundo exterior. Era visto como faquirismo porque realmente o Yoga desenvolve certos poderes. Com o mínimo de respiração e oxigênio, poderes mentais desenvolvem o poder do corpo físico. Porque tudo é fruto do poder da mente. Sempre achei que Yoga era uma ciência, um sistema. Estudei, fiz o curso de Anatomia, Fisiologia e Patologia pela Escola Paulista de Medicina (atual Unifesp) em 1958 e no dia 19 de abril do mesmo ano, eu abri o Instituto. Mas no começo, não podia falar Yoga porque todo mundo achava que se fizesse ficaria biruta. Porque na revista Cruzeiro aparecia gente com um punhal atravessando o pescoço. Não falava em Yoga, falava em ciência da respiração. Aí, pouco a pouco, começou a haver literatura, mais divulgação.
Quais são as motivações de um praticante para construir o alicerce da prática?
A base? Agora, com a comprovação científica, ficou claro que tudo está na cabeça, na mente, no pensamento da pessoa. Por isso se diz, você é aquilo que você pensa. Querendo ou não, quando você pensa, há uma reação nos neurônios. O sistema nervoso é responsável pelo comando do corpo. Então o alicerce fundamental é mudar a maneira de pensar. Se eu estou pensando de maneira agradável, porque tive uma notícia agradável, a mente está confortável, então tudo no sistema nervoso está estável. Mas se você recebe uma notícia desagradável, a mente começa a perturbar e o corpo começa a causar tensão. Tudo está na cabeça, na mente da pessoa. O desenvolvimento da mente se faz pela da prática do Yoga. É preciso treinar a mente para não ser contaminado. O que perturba não é a coisa em si, mas a reação ao fato exterior. A transformação está no interior do homem, que é o centro do universo, por isso, se você muda, o universo todo muda.
Como não cair nos truques da mente?
Nas ciladas, né? É preciso vigiar a mente, o que eu estou pensando? É possível identificar o que se pensa e aí você muda. Se não houver essa vigia, essa consciência, você está sendo contaminado. Mas agora se observa que está sendo contaminado, pode mudar o pensamento. Há certos momentos que não há por onde escapar, em certas situações. Procure diminuir porque senão aquele estado de associação vai crescendo cada vez mais. Se não há condições de sair da situação, procure não se revoltar. Porque cada vez que se revolta, fica mais contaminado. Então, procure aceitar e pouco a pouco, mudar, vigiar a mente, o pensamento. É uma coisa fácil, não há necessidade de se retirar, se isolar.
É importante seguir um único mestre?
Hoje, nesse mundo de globalização, encontrar um mestre é a coisa mais difícil. Não é um erudito, que sabe falar, mas não vive aquilo. Na atual situação do país, todo mundo fala bonito, mas está uma desordem danada! Existe um ditado: não se pode servir dois senhores, tem de servir um único senhor. Se você servir os dois, vai entrar em conflito. Existe dualidade; ou é isso ou é aquilo, certo? Pode ser um mestre que ensina apenas as coisas simples. Porque a verdadeira transmissão não vem da palavra, vem da freqüência da pessoa, da vibração. Cachorro e criança pequena sabem muito bem qual a intenção da pessoa.
Acredita em samadhi (iluminação)?
Todos nós somos muito imediatistas. Muitas pessoas que começam a praticar já querem atingir o samadhi, mas não há necessidade, nem condição de atingir esse estado de iluminação. Se você está insatisfeito, revoltado, irado, se você começa a sentir que está melhor, mais contente consigo, em sintonia coma natureza, já é um bom começo. Ao querer alcançar o ápice das coisas, você pode cair. É uma mudança que você vai fazendo, não só na hora da aula, mas 24 horas por dia. Esse é o ponto fundamental. Existem princípios segundo o Sutra de Patañjali, em que o asana (postura) vai aliviar o estado de tensão. É preciso trabalhar a mente, diminuir o estado de ira. Se você faz a postura, mas por dentro está revoltado, o asana ajuda, mas quando sair da postura, aí a coisa pega! Toda a prática de Yoga é espiritual: yamas (controle), niyamas (observância), asanas (postura), pranayama (técnicas respiratórias), pratyahara (abstração), dharana (concentração), dhyana (meditação) e samadhi. Tudo é uma mudança da mente. Integrar com a natureza e não dominar a natureza, o outro ser. É preciso tomar consciência e devastar menos.
O senhor é vegetariano?
Não sou muito de comer carne, mas se sou convidado para um churrasco, eu como. A pessoa tem de fazer uma comida especial para mim? É muito desagradável! Espiritual é relativo. Porque tem muita gente que come carne e tem bondade. Tem muito vegetariano aí que não tem bondade, porque a revolta não está fora, está dentro de si. Por exemplo, os esquimós têm de comer gordura. Cada país tem um tipo de alimentação. A verdadeira feijoada não é a que se come hoje e sim feita de joelho, rabo, orelha e língua, o mocotó. Hoje, se coloca paio, lingüiça, está tudo distorcido.
Como é o Yoga de hoje?
Hoje tem mais professores do que alunos. São muitas práticas e as pessoas não mais praticam como verdadeira tradição. Começam a inventar Light Yoga, Power Yoga, não sei o que lá Yoga, quando o Yoga é um só. Não tem essa divisão. Nós seguimos uma tradição do Kaivalyadhama, centro de pesquisa que existe na Índia desde 1924, em que todas as práticas e orientações são comprovadas cientificamente que têm efeito. Antes ligavam perguntando: “Professor, qual o horário da aula?”. Hoje ligam querendo saber que estilo que ensinam aí. Veja só!
Fonte: www.eyoga.com.br
Fotografia: capa do livro A Ioga do Mestre e do Aprendiz, de Shimada, editora Phorte.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Abra sua mente!
Os estudantes do zen avançado praticam o judô, mas o judô psicológico deles não foi compreendido pelos turistas que chegam ao Japão. Ver, por exemplo, os monges praticando o judô, lutando uns com os outros, pareceria um exercício meramente físico, mas não é. Quando estão praticando judô, realmente quase não estão se dando conta do corpo físico. Na realidade, sua luta tem como objetivo dominar a própria mente. No judô, o adversário que estão combatendo é a sua própria mente. De maneira que o judô psicológico tem por objetivo submeter a mente, tratá-la cientificamente, tecnicamente; o objetivo é submetê-la. Infelizmente, os ocidentais só vêem a casca do judô. Claro, como sempre, superficiais e néscios, tomaram o judô como luta de defesa pessoal e se esqueceram dos princípios do zen e do ch'an. Isso foi verdadeiramente lamentável. É algo bastante semelhante ao que aconteceu com o Tarô. Sabe-se que no Tarô está toda a sabedoria antiga e todas as leis cósmicas e da natureza.
Por exemplo, um indivíduo que fala contra a magia sexual está falando contra o Arcano IX do Tarô. Portanto, está jogando um carma horrível contra si. Um indivíduo que fale a favor do dogma da evolução, está quebrando a lei do Arcano X do Tarô, e assim sucessivamente.
Depois desta pequena digressão, quero dizer que o Tarô, tão sagrado, tão sapiente, converteu-se em jogo de poquer e nesses outros jogos de cartas que servem para a diversão das pessoas, que se esqueceram de suas leis e de seus princípios. As piscinas sagradas dos antigos templos de Mistérios converteram-se hoje nos clubes de banhistas. A tauromaquia, a ciência profunda, a ciência taurina dos antigos mistérios de Netuno na Atlântida, perdeu seus princípios e converteu-se hoje no circo vulgar das touradas. Portanto, não é de se estranhar que o judô - zen e ch'an - que tem por objetivo precisamente submeter a própria mente através de seus movimentos e paradas, tenha degenerado, tenha perdido seus princípios, no mundo ocidental, e tenha se convertido em algo profano que só se usa hoje para a defesa pessoal.
sábado, 30 de janeiro de 2010
As 7 leis do Bushido

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O Tao e o Judô
" A virtude suprema é como a água,For the reason of water lies in the fact that she
nourish all without effort.
It occupies the place that men consider
worse.
Thus the relation of the Tao with the world is to
A river that goes down a valley
Toward the ocean.
The object softer world, wins the
hard
Because the bays and oceans, becomes
kings of a hundred rivers?
Why are apt to remain in places
low
That's how they become kings of a hundred rivers.
Nothing in the world is more fragile than the water.
There is nothing better
To overcome the hardened.
Lao-Tse
domingo, 24 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
USE SCIENCE TO IMPROVE YOUR JUDO
- Focus the power of your entire body onto one part of your opponent´s body to gain an advantage.
- When faced with unstoppable power, yield and give way in order to use your opponent´s power against him or her.
- Apply your energy in the direction your opponent is moving.
- Exploit leverage to maximize your strength.
- Attack your opponent´s weakness with your strength to gain victory.
- keep your opponent moving to build momentum.
- Maintain flexibility in your body to help keep your balance.
- Pull when pushed, pushe when pulled.
- Move quickly to gain a position of relative advantage.
- Get under your opponent´s center of gravity to attack.
- Keep your own center of gravity low to defend.
- Keep a wide base when on the ground.
- Keep your body loose so the effect of your opponent´s force can be localized and nullified.
- Utilize your full body length as one unit to gain the greatest leverage.
- Use your full body mass, not just the strength of your arms or legs, to increase power.
- Concentrate all of your power at the moment of attack.
- Increase the force avilable for attacks through speed.
- overwhelming strength can only be used against you if you try to oppose it.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sensei Jiro Aoyama - Palestra Banco Santander
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Olimpíadas no Brasil? Antes o respeito!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Estadual de Judô 2º Divisão - Campinas por Juliana Miki Aoyama

Festival Periquito 2009 - O Campeonato do Palmeiras


domingo, 26 de julho de 2009
Lembre-se!!! Regras básicas da Conduta do Judoca
- Manter seu Kimono (Judogui) limpo e nas condições exigidas;
- Saber dobrar corretamente seu kimono;
- Satisfazer as condições básicas de higiene corporal;
- Fazer a saudação:
* ao cumprimentar seu mestre.
* ao convidar seu companheiro para treino.
* ao finalizar seu treino.
- Quando no dojô, manter a disciplina e o respeito adequados ao local, mantendo o Judogui arrumado, sentando-se sobre os calcanhares ou com as pernas cruzadas sempre que não estiver treinado;
- Amarrar corretamente a faixa;
- Respeitar os superiores e os colegas;
- Ajoelhar em ordem, quando da chegada do professor;
- Estar atento ás instruções do professor;
- Não beber água durante as aulas e nem sair durante as aulas, somente em caso de extrema necessidade, com devida permissão do professor;
- Conservar o Dojô sempre limpo e em ordem. Não treinar em outra academia sem a autorização do professor;
- O Dojô é um lugar sagrado, uma extensão do templo;
- O Kimono, que é o blusão mais a calça (Judogui), representa a nossa mente - por isto, deve ser branco, imaculado;
- A Faixa, corresponde nosso caráter, nossa formação - ela nos envolve de responsabilidade;
- O Nó é a nossa fé, nosso respeito, nosso compromisso e força - nunca devemos desamarrar nossas faixas em frente aos nossos superiores.
Espírito do Judô
- Aquele que pratica Judô não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar;
- Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar;
- Ceder para vencer;
- Judoca é o que possui: inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam; paciência para ensinar aquilo que aprendeu aos seus semelhantes e fé para acreditar naquilo que não compreende;
- Quem pensa em perder, já está vencido;
- somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, com sabedoria e sobretudo com humildade;
- Saber cada dia um pouco mais e usá-los todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros homens;
- Quando verificares com tristeza, que não sabes nada, terás feito seu primeiro progresso no aprendizado;
- Nunca te orgulhes de haver vencido um adversário: o que venceste hoje, poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura á a que se conquista sobre a própria ignorância;
- nas águas do rio da vida chega mais longe quem nada como deve, quando deve e até onde deve;
- A fraqueza é suscetível, a ignorância é rancorosa; o saber é a força das compreensões; aquele que compreende perdoa;
- Ante a pugna, ação felina;
- O corpo é uma arma cuja eficácia depende da precisão com que se usa a inteligência;
- Segue a via virtuosa com eficiência máxima;
- Vive em paz com teus semelhantes.
Considerações sobre o pensamento de Jigor Kano - o pai do Judô
Judô - competição vs. filosofia

- aproximar as pessoas;
- melhorar o convívio em sociedade;
- ser veículo à amizade e retidão;
- trabalhar a verdade;
- manter a filosofia do Bushido e a cultura Samurai;
- desenvolvimento intelectual;
- desenvolvimento psicológico;
- desenvolvimento ético;
- desenvolvimento físico;
- desenvolvimento social;
- desenvolvimento espiritual;
- a etiqueta e a disciplina;
- a caridade, etc...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Grandes Mestres do Judô - Parabéns
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Hexa Campeões Dentro e Fora do Dojo - Kata 2009- Parabéns!

Luis Alberto dos Santos e Rioti Uchida mantiveram a hegemonia continental e conquistaram, na manhã deste sábado, o hexacampeonato do Pan-Americano. Os ouros foram obtidos no Ju No Kata, Nague No Kata e Katame No Kata. Com o resultado, os brasileiros acumulam 18 medalhas douradas nas seis participações, além de um aproveitamento de 100% na modalidade.
terça-feira, 3 de março de 2009
A Faixa Preta
Depois de anos de treinamento incansável, o aluno finalmente chegou ao auge no êxito da disciplina.
"Antes que eu lhe dê a faixa você tem que passar por outro teste" , diz o Sensei.
"Eu estou pronto", responde o aluno, talvez esperando pelo último assalto da luta.
"Você tem que responder à pergunta essencial: qual é o verdadeiro significado da faixa preta?" Indagou o Sensei.
"O fim da minha jornada", responde o aluno, "uma recompensa merecida pelo meu bom trabalho".
O Sensei espera mais. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim, o Sensei fala: "Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano."
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente em frente do Sensei.
"Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?", pergunta o Sensei.
"Ela significa a excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte." responde o aluno.
O Sensei não diz nada durante vários minutos, esperando. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim ele fala: " você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano."
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente em frente ao Sensei que mais uma vez o pergunta: "qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"
"A faixa preta representa o começo - o início da jornada sem fim de disciplina, trabalho e a busca por um padrão cada vez mais alto." , responde o aluno.
"Sim. Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho!"
Parabéns Sensei Massaru Yanagimori - 88 anos

Chegou ao Brasil em 04/07/1936, aos 15 anos,desembarcando do navio de imigrantes Buenos Aires – Maru. Casou-se com Satuki Gomi e tiveram sete filhos: MASSONORI, MIYOKO, ZIRÓ, MARIO YOUZO, ROBERTO, MARINA E JULIO.
1950 – Iniciou suas atividades de Professor de Judo na comarca de Pracinha, município de Lucélia/SP.
1952 a 1959 – Professor de Judo na Associação de Judo Shindokan, Lucélia/SP.
1959 a 1969 – Professor de Judo na Associação de Judo de Tupã/SP.
1969 – Fundou a Associação de Judo Yanagimori, na cidade de Osasco/SP.
Cronogramas de Graduações:
1930 – Iniciou seu aprendizado no Judo;
1936 – Faixa Preta 1º Dan;
1950 – Faixa Preta 2º Dan;
1956 – Faixa Preta 3º Dan;
1959 – Faixa Preta 4º Dan;
1967 – Faixa Preta 5º Dan;
1975 – Faixa Preta 6º Dan;
1981 – Faixa Preta 7º Dan;
1987 – Faixa Preta 8º Dan;
2002 - Faixa Vermelha 9° Dan
1970 – Medalha Descobridor do Brasil “Pedro Álvares Cabral”;
1971 – Medalha “Brigadeiro José Vieira C. de Magalhães;
1976 – Medalha “Pioneiro do Judo do Estado de São Paulo”;
1978 – Homenagem de Honra ao Mérito do Governador do Estado de São Paulo – Pioneiro do Judo;
1979 – Homenagem FPJ – Regional Sudoeste – dedicação ao Judo;
1986 – Homenagem Aliança Brasil – Japão “Dedicação ao Ensino”;
1987 – Homenagem Federação Paulista de Judo;
1988 – Homenagem de Honra ao Mérito do Ministro exterior do Japão;
1989 – Homenagem de Honra ao Mérito do consulado geral do Japão no Brasil;
1991 – Homenagem de Honra ao Mérito do governo japonês com a medalha Comenda do Sol Nascente Raios de Prata 6º Grau;
1991 – Medalha “Cruz do Mérito Cívico e Cultural” do Ministério dezenas de campeonatos e homenagens pelos trabalhos prestados até hoje
Schedules of Graduations:
A crise mundial
"O verdadeiro Judô não está na cor da faixa e sim no íntimo de cada judoca. A máxima eficiência e desenvolvimento mútuo, são alcançados somente através da prática do Judô. Existem aquelas pessoas que desejam a faixa-preta, mas não gostam de lutar, treinar, estudar, participar dos eventos, ensinar próximo, etc. Estas pessoas podem sem esforço, pagar pela faixa e ostentá-la como um pavão, no entanto estarão enganando a sí mesmos e pior dando um mau exemplo para os mais jovens. Já um faixa branca muito aplicado, pode no íntimo, após muito treino ser um veradeiro faixa-preta.Infelizmente, esta atitude de querer ganhar os méritos sem o devido esforço, muito comum na atualidade, foi o fator gerador da atual crise mudial - muita especulação e pouca atividade concreta e produtiva - pode-se dizer que há muitos falsos faixas-pretas agindo na sociedade capitalista mundial."
Palavras do Sensei, Jiro Aoyama, aos alunos na aula de Judô
Tanslation
Unfortunately, of wanting to gain the merits without the proper effort very common in the present, this attitude was the factor creator of the current world-wide crisis - great speculation and little concrete and productive activity - can say that there are false many people you black-bind acting in the capitalist world-wide society. '
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Chega de desculpas!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Calendário da Federação Paulista de Judô 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Words of Master
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Rede do Bem - Revista Veja
Jiro Aoyama, com o aluno Guilherme: tapete de borracha no lugar do tatame. Às terças e quintas-feiras, o campeão mundial de judô peso leve na categoria master 5 (entre 50 e 54 anos) Jiro Aoyama dá aulas a crianças moradoras de Capão Redondo. O bairro é conhecido por sua concentração de favelas e conjuntos habitacionais, além da criminalidade (registra historicamente um dos dez mais altos índices de São Paulo). Dono de uma academia no Grajaú onde há piscina aquecida, tatame limpinho e 300 alunos que pagam até 78 reais de mensalidade –, mestre Aoyama se dá ao trabalho de dividir o tempo com 230 jovens carentes numa sala onde um tapete de borracha se improvisa em tatame. "Eles são os que mais tiram proveito das lições do judô", afirma. Embora algumas famílias ainda pensem que a luta incita a violência, aos poucos o judoca consegue convencê-las de que não é bem assim.
Aoyama é duro na cobrança da pontua-lidade e do respeito entre seus alunos. "Ele apenas releva a falta do quimono, porque alguns não têm dinheiro para comprá-lo", diz Ana Maria Volante, mãe do pequeno Guilherme, de 5 anos, que aparece na foto aplicando um golpe no professor. Para freqüentar suas aulas, os alunos que têm condições contribuem com 10 reais por mês. Esse valor paga o lanche que eles recebem no fim do treino (pão com patê, banana e suco) e ainda ajuda a entidade, que atende mais de 2 400 crianças e adolescentes em seis regiões de São Paulo, chamadas de pólos. No pólo Sul, onde Aoyama dá aulas, a piscina de 20 metros é a única das redondezas e vive cheia. A quadra poliesportiva é disputada por grupos de terceira idade, adultos e jovens. A Associação Evangélica Beneficente tornou-se um verdadeiro clube de Capão Redondo. E Jiro Aoyama, o exemplo do caráter que faz um campeão.
Organização: Associação Evangélica BeneficenteNúmero de crianças e adolescentes atendidos em 2007: 2 460Principais ações: atividades esportivas, artísticas e profissionalizantes. Abrigos para 280 crianças em situação de risco ou em liberdade assistidaContatos: 3151-5400 e http://www.aeb-brasil.org.br/
Homenagem da Associação Jutaisô ao Mestre Hélio Grace

A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Belém-PA, Gracie desenvolveu uma técnica baseada na alavanca, proporcionando assim que lutadores mais fracos fisicamente pudessem combater adversários mais fortes em condições menos desfavoráveis.
O japonês Mitsuyo Maeda, Prof.º do Kodokan, trouxe o Judô e as técnicas de ju-jitsu para o Brasil em 1914. Ele desembarcou no Pará, onde recebeu ajuda de Gastão Gracie para se estabelecer.
Maeda ensinou a Carlos Gracie as técnicas do combate. Carlos, por sua vez, ensinou a arte a seus irmãos, quando a família já havia se mudado para o Rio de Janeiro.
Um dos irmãos, Hélio, porém, devido a problemas de saúde e ao corpo franzino, não podia praticar a lutas e apenas acompanhava as aulas.
De tanto observar, Hélio tornou-se perito na teoria e nas técnicas. Quando finalmente foi para o tatame, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, o que lhe dava a força extra que não possuía. Assim, criou assim o "Brazilian Jiu-Jitsu".

